Prisioneiros da Liberdade Part II
Risos, apenas risos se espalhavam pelas paredes.
Despertei do meu estado catatónico e deparei-me com mais um outro ser naquela sala.
Desta vez consegui decifrar a sua identidade, era uma rapariga por sinal dominada pelo sarcasmo.
- Então companheira de cela? Não achas piada a tudo isto?
- Piada? Disse fitando-a bastante surpresa.
- Sim, tudo isto não passa duma piada!
(Começou a dar risadinhas novamente)
- Não, sinceramente não acho graça nenhuma.
- Pois bem, espero que saibas que tudo isto é cortesia tua!
- Minha?
Muito baixinho suou uma voz, duas companheiras me acompanhavam naquela sala, uma melindrosa enquanto outra levava tudo aquilo como piada.
- Sim, tu criaste tudo isto.. (Diz a melindrosa)
- Não entendo como é possível estou aqui presa também! Que pessoa idiota se acorrentaria a si mesma?
- TU! E pelos vistos deves ter perdido a memória.. (Diz a sarcástica)
- Não pode ser! Duas doidas! Prenderam-me aqui com duas doidas! Foda-se..
- Quando acreditares na verdade, serás livre. (Diz a melindrosa)
- Mas qual verdade? (Disse já irritada)
- A tua sua idiota! (Diz a sarcástica)
Após estas palavras a sarcástica esboçou um dos seus sorrisos e fitou-me como se eu soubesse tudo aquilo que me disseram, a melindrosa baixou a cabeça pensativa, sem conseguir olhar sequer para mim.
Deparei-me então com uma nova realidade, uma esperança de que isto tudo fosse obra de algum lunático morrer, a chave para me libertar daquela sala iluminada com duas lunáticas era eu.
Eu e a minha verdade.
Eu e a minha verdade.
Mas que verdade será essa?