Movimentos
Mais uma madrugada chega, contemplo mais um dos meus amigos de fumo enquanto observo pela janela uma sequência as horas passam, mas a minha mente não quer adormecer os seus pensamentos.
Carros passam, gatos sobem os telhados, as folhas das árvores acompanham o vento, tudo ligado numa espécie de movimento, um ciclo que não adormece também. Sinto-me como uma criança novamente, no seu vestido rosa aos folhos, os sapatinhos pretos de verniz com as meias brancas pelo tornozelo, provavelmente com alguns dentes leite perdidos também; uma criança que acordou, começou a espreitar cada fechadura da casa, curiosa por descobrir mais começou então a abrir as portas, uma por uma, mexendo em papéis, procurando álbuns, procurando saber como cada aparelho funciona, questionando-se e observado cada objecto, apreciando cada momento que liga todas aquelas pequenas partículas de sentimos, hábitos, lembranças ou as razões mais lógicas; uma criança que não consegue contar uma piada sem gargalhar primeiro, opinando e contando histórias sobre um mundo que ainda mal conhece, sem cessar..
Terminei então o meu amigo de fumo e olhei o céu novamente, preenchida por mil questões sem resposta, coisas que gostaria de entender, viagens que faria num acto de loucura..
Deitei-me lado a lado com o meu já adormecido contador de histórias esperando que desperta-se brevemente, contando-me assim a sua ultima história para que eu finalmente pudesse adormecer.
Carros passam, gatos sobem os telhados, as folhas das árvores acompanham o vento, tudo ligado numa espécie de movimento, um ciclo que não adormece também. Sinto-me como uma criança novamente, no seu vestido rosa aos folhos, os sapatinhos pretos de verniz com as meias brancas pelo tornozelo, provavelmente com alguns dentes leite perdidos também; uma criança que acordou, começou a espreitar cada fechadura da casa, curiosa por descobrir mais começou então a abrir as portas, uma por uma, mexendo em papéis, procurando álbuns, procurando saber como cada aparelho funciona, questionando-se e observado cada objecto, apreciando cada momento que liga todas aquelas pequenas partículas de sentimos, hábitos, lembranças ou as razões mais lógicas; uma criança que não consegue contar uma piada sem gargalhar primeiro, opinando e contando histórias sobre um mundo que ainda mal conhece, sem cessar..
Terminei então o meu amigo de fumo e olhei o céu novamente, preenchida por mil questões sem resposta, coisas que gostaria de entender, viagens que faria num acto de loucura..
Deitei-me lado a lado com o meu já adormecido contador de histórias esperando que desperta-se brevemente, contando-me assim a sua ultima história para que eu finalmente pudesse adormecer.