Smoking Guns- Kyra



Estava farta daquele ambiente de merda, de mamar pastilhas e ficar ali feita parva alucinar com o meu grupo de amigos e para ajudar ingeria álcool com fartura. Era 1h30 e não vi-a o Pedras em lado nenhum..  Fui ao bar buscar mais uma vodka com gelo, esbarrei-me com um rapaz e ele sorriu. Olhei para as mãos dele e vi um saco, era um dealer tinha quase certeza, sussurei-lhe ao ouvido:

-comprimidos? disse eu.

- és esperta, queres provar um?

-tranquilo. - E ele passa-me um comprimido para as mãos.

Sorri ao rapaz e enquanto me dirigia ao bar pus o comprimido na boca, quando voltava do bar para pista a minha vista começou a distorcer, começara a fazer efeito.. Cheguei ao pé do Afonso e disse-lhe que ia bazar já, paguei o cartão, saí cá para fora, saquei do maço e acendi um cigarro. Comecei a andar pela rua escura e cada vez via tudo mais distorcido, pensei para mim: "tou toda  mamada, merda."  Ouvia tantos sons esquisitos que já nem distinguia real de imaginação. Nem sentia as minhas pernas apenas deixava o meu cérebro confuso comandar tudo, atirei a beata para um caixote dum beco e quando olhei novamente para frente e vejo uma pessoa muito pequena a vir em direcção a mim.. A medida que se aproximava mais eu tenta lugar contra a vista desfocada e em segundos via a pessoa a poucos metros de mim, era uma criança. Um menina de cabelos castanhos, cara angelical, camisa branca coberta de sangue e o som que ouvia era o seu peluche a arrastar pelo chão, quando olhei directamente para ela, o meu corpo todo estremeceu, os seus olhos tinham algo diabólico que me deixou petrificada.. Ela aproxima-se mais e diz: segue-me..

E o meu corpo como um robô seguiu-a pela rua escura, arrastando-se como o peluche dela...

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